Esta semana a actualidade nacional
ficou marcada pelos resultados das festividades de 800 a 1.000 finalistas do
ensino secundário (17-18 anos) num hotel espanhol em Torremolinos.
“Os alunos foram expulsos do hotel por
mau comportamento e incivilidades”.
Três versões estão em confronto: a do
proprietário do hotel (os jovens terão quebrado azulejos, despejado extintores,
atirado colchões pelas janelas e uma televisão para a banheira; prejuízos de
50.000 euros), a da agência que organizou a viagem (que considera tratar-se
de um caso de xenofobia, tendo, no entanto, negociado bar aberto…), a dos
jovens que afirmam a pés juntos que nada de especial ocorreu
("apenas" uns riscos nas paredes e nos elevadores, copos atirados para o chão, candeeiros partidos, "nada" que não fosse "normal"). Horríveis diabos versus meninos de coro.
A polícia espanhola, chamada ao local
por outros hóspedes, tomou nota.
Depois, ouvi estarrecido os discursos
compreensivos e justificativos de alguns pais e que a "prevenção" é
que é importante. Entretanto, vi estupefacto os cerimoniais em que os jovens
participavam alegremente: muito álcool (cerveja, vodka e "shots"
bebidos de joelhos no chão e braços atrás das costas) e muita gritaria (talvez
como na confraternização entre os comandos).
Eles e elas reagindo de uma forma
totalmente irresponsável, não sabendo distinguir entre a boa e a má educação,
entre o inofensivo excesso, a imbecilidade e o vandalismo.
Praxes académicas? Praxes militares? O que é
pior? Todas imbecis.
Mas o pior, o pior mesmo, o que desanima e revolta é o comportamento cúmplice de alguns agentes educativos, os pais à cabeça (muito preocupados com os 50.000 euros) e jornalistas/comentadores televisivos.
Os paizinhos de hoje são os jovens de ontem. Será que os jovens teriam assim procedido se estivessem na companhia dos pais? Já nem sei.
Tabefes, faltam.
Mas o pior, o pior mesmo, o que desanima e revolta é o comportamento cúmplice de alguns agentes educativos, os pais à cabeça (muito preocupados com os 50.000 euros) e jornalistas/comentadores televisivos.
Os paizinhos de hoje são os jovens de ontem. Será que os jovens teriam assim procedido se estivessem na companhia dos pais? Já nem sei.
Tabefes, faltam.
