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domingo, 5 de janeiro de 2014

Genealogias de Jesus



“A genealogia é uma ciência auxiliar da história que estuda a origem, evolução e disseminação das famílias e respectivos sobrenomes ou apelidos. A definição mais abrangente é "estudo do parentesco".(...). É também conhecida como "ciência da história da família" pois tem como objetivo desvendar as origens das pessoas e famílias por intermédio do levantamento sistemático de seus antepassados (...). Tal levantamento pode ser estendido aos descendentes como aos ascendentes de uma determinada figura histórica sendo muitas vezes difícil classificar os nomes de família por causa das mudanças de ortografia e pronúncia com o passar do tempo (...).”. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Genealogia 
Após Arius (300 d.C) a genealogia de Jesus  resumiu-se a:
                                               Deus »» Jesus
(...)Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Único de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos(...).
Arius defendia a seguinte doutrina da Cristologia:
Que o Logos e o Pai não eram da mesma essência.
Que o Filho era uma criação do Pai.
Que houve um tempo em que o Filho (ainda) não existia.
Arius foi um celebrado professor do cristianismo e um mártir da sua fé e (...) parece ter sido um homem de um caráter ascético, de moral pura e de convicções.
Em 318 houve uma discussão entre o bispo Alexandre de Alexandria e Arius. Num Concílio que Alexandre convocou de seguida, Arius foi condenado. Arius tinha no entanto numerosos apoiantes e a disputa espalhou-se desde Alexandria por todo o Oriente.
Para restabelecer a união entre os cristãos, o Imperador Constantino convocou o primeiro concílio de Niceia em 325, onde a doutrina de Arius acabou por ser condenada como herética (pode dizer-se que nesse concílio Jesus passou a ser Deus).
Arius foi expulso mas em 335 seria reabilitado. Alguns povos (nomeadamente os germanos, por exemplo os que invadiram a Península Ibérica) seguiram a doutrina de Arius até ao sec.VII (o Arianismo). 
Vide http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rio 
Antes de Arius (os cristãos primitivos) e depois dele (Maomé), as genealogias de Jesus, Yeshua ou Isa são as seguintes, segundo os evangelhos de Mateus e de Lucas e o Alcorão:

Evangelho segundo Mateus


 
Abraão »» Isaque »»  Jacó * »» Judá »» Farés »» Esrom »» Arão »» Aminadabe »» Naassom »» Salmom »» Booz »» Obede »» Jessé »» David »» Salomão »» Roboão »» Abias »» Asafe »» Josafá »» Jorão »» Ozias »» Joatão »» Acaz »» Ezequias »» Manassés »» Amom »» Josias (deportação para a Babilónia) »» Jeconias »» Salatiel »» Zorobabel »» Abiúde »» Eliaquim »» Azor »» Sadoque »» Aquim »» Eliúde »» Eleazar »» Matã »» Jacó»» José »» JESUS. 
(“De sorte que todas as gerações desde Abraão até David, são quatorze gerações; e desde David até à deportação para a Babilónia , quatorze gerações; e desde a deportação para a Babilónia até Cristo, quatorze gerações. I – 17”).

Genealogia ingénua nos campos da fé e do amor. De facto, segundo ela Jesus, o Messias, seria descendente de Thamar, nora de Juda e que dele teve enganosamente um filho Pharez... de Rachab, mãe de Booz, prostituta da cidade de Jericó que traíu os hebreus no cerco de Jericó...de Ruth, mulher de Booz e pagã...de Betsabé a amante de Salomão, mulher adúltera de Urias. Um rei poderia ter tais avós, mas o Messias e filho de Deus?
Evangelho segundo Lucas
Adão »» Sete »» Enos »» Cainã »» Maleleel »» Jarede »» Enoque »» Matusalá »»Lameque »» Noé »» Sem »» Arfaxade »» Cainã »» Salá »» Eber »» Faleque »» Ragaú »» Seruque »» Naor »» Tará »» Abraão »» Isaque »» Jacó* »» Judá »» Farés »» David »» Natã »» Matatá »» Mená »» Meleá »» Eliaquim »» Jonã »» José »» Judá »» Simeão »» Levi »» Matate »» Jorim »» Eliezer »» Jesus »» Er »» Elmodã »» Cosão »» Adi »» Melqui »» Neri »» Salatiel »» Zorobabel »» Resa »» Joanã »» Jodá »» Joseque »» Semei »» Matatias »» Esrom »» Arni »» Admim »» Aminadabe »» Naassom »» Salá »» Booz »» Jobede »» Jessé »» Maate »» Nagai »» Esli »» Naum »» Amós »» Matatias »» José »» Janai »» Melqui »» Levi »» Matate »» Eli »» José »» JESUS.(III – 23 a 38).
* De cujas mulheres ( Leah, Zilpah, Rachel, Bilhah   ) descendem os fundadores das 12 tribos de Israel.
Alcorão 
David »» Rahba am »» Iyam »» Eisha »» Yahfashat »» Yazem »» Ahrihu »» Yamish »»Amisa»» Azazia »» Mutham »» Ahriq »» Hosquia »» Misha »» Amun »» Bashim »»Imran ( casado com Hannah ) »» Maria »» JESUS . 
(Nasceu à sombra de uma palmeira, perto de Nazareth e começou logo a falar). 

O Alcorão tem para Jesus (Isa) um número de títulos importantes maior do que para qualquer outra figura. Citem-se algumas referências nele constantes:
- Profeta cuja mensagem os judeus rejeitaram;
- Mensageiro de Deus; 
- Nasceu milagrosamente de uma virgem; 
- Foi criado como Adão mas este foi criado de baixo, apenas da poeira, ao
  passo que Jesus é celestial por ter sido criado pela Palavra de Deus. Jesus
  viveu na terra sem falhas mas Adão desobedeceu a Deus; 
- Jesus foi levado ao céu por Deus e vai regressar. 
Ref: : http://www.ibnzura.com/quran.php?lang=pt

Interessante notar-se que para os primitivos cristãos (judeus) a apropriada linhagem de Jesus, para efeitos do que constava nas Escrituras (nomeadamente, o Messias ser descendente de David e nascido em Belém), vem do pai, José (e não da mãe, natureza essencial para se ser judeu) enquanto que o profeta Maomé (inimigo dos ídolos, ícones e imagens santas) considera, e bem, Nazareth (e não erradamente Belém) como local do seu nascimento e a sua linhagem vinda da sua mãe, Maria. 
 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Cinco Figuras da História



                                          Sócrates, Alexandre, César, Jesus, Maomé


Sócrates era calvo,  feíssimo, barrigudo, de nariz achatado e narinas abertas, lábios espessos e olhos esbugalhados. Tinha o aspecto de imbecil anormal. A sua apresentação era sempre modesta, não só porque era pobre mas, sobretudo, porque era simples Socrates era corajoso e tinha uma invulgar paciência e um notável autodomínio. Conviva agradável e jovial, bebia muito mas sempre sem se embriagar. Não era colérico nem irritável. 
Ao darem-lhe um dia uma bofetada respondeu calmamente: “É muito aborrecido não saber quando é necessário pôr um capacete antes de sair”, ou quando o pontapearam: Mas então, se fosse um burro que me tivesse dado um pontapé eu processava-o?”


Alexandre o Grande tinha o corpo de um atleta. A sua beleza era célebre O seu rosto, branco e rosado, tinha uma aparência de indolência. Os seus cabelos espessos e encaracolados eram de um louro dourado e descobriam uma testa larga e ligeiramente abaulada. Os seus olhos eram azuis e lançavam um estranho olhar devido ao facto do olho direito ser mais escuro do que o esquerdo. O nariz era direito e no prolongamento da testa. Tinha uma expressão severa, quase feroz. Contrariamente ao costume da época, muito em particular na classe militar, fazia a barba. Falava sempre muito depressa como se o tempo fosse precioso e tivesse muito para dizer. Tinha o hábito de manter inclinada a cabeça para o lado esquerdo. Bebia rápida e enormemente. Dormia excessivamente. Era pouco atraído pelas mulheres.
Excepcional cavaleiro, corredor e caminhante infatigável de passada insolitamente rápida. Aliava a uma grande força uma inacreditável resistência. Muito ardente, enérgico, perseverante e de uma obstinada tenacidade. Era valente até à total inconsciência. De uma megalomania arrogante, as suas qualidades de chefe eram incomparavelmente superiores à sua visão da táctica militar.
Tinha uma elevada opinião de si próprio, fanfarrão e incansável falador. Tinha uma forte tendência para a crítica e não tinha sentido de humor ou de ironia. Excepcionalmente dotado do sentimento divino, místico e muitíssimo supersticioso (a questão de se saber se era são de espírito foi frequentemente debatida pelos eruditos). 
De notórias insuficiências intelectuais, muito ignorante da geografia e da natureza humana, tinha, no entanto, um gosto natural pela literatura e pelo estudo. Lia muito. 


César era de estatura acima da média dos seus contemporâneos romanos. Precocemente calvo, tinha uma testa alta, um rosto pálido e ligeiramente alongado, olhos negros e penetrantes, nariz aquilino e um pouco grande, uma boca larga de lábios finos e de cantos ligeiramente descaídos. Embora de constituição delicada e de saúde frágil, tinha uma extraordinária forma física obtida por contínuo exercício e treino. 
O seu valor em combate era excepcional, valente até à temeridade. Implacável conquistador mas generoso para com os vencidos. Era adorado pelos “seus” soldados. De temperamento tranquilo e pensativo, de inteligência lúcida, penetrante e firme. Não castigava sob cólera. Era proverbial a sua rapidez na tomada de decisões, nunca cedendo à impulsividade.
Não era homosexual, falsidade muito insinuada pelos seus inimigos e que motivava a gargalhada das suas tropas. Pelo contrário, gostava muito de mulheres, sobretudo as dos outros.
Desprezava o dinheiro. Sofria do estômago, era sujeito a crises de epilepsia.


 Maomé era de estatura inferior à média e de fraca constituição. De cabeça grande, olhos negros, nariz direito, dentes afastados e barba espessa. De mãos e pés grossos e articulações imponentes. Era muito peludo e a sua pele era clara, rosada. O seu cabelo era negro e  comprido, o que lhe permitia enrrolá-lo em duas ou três dobras. Cobria-se de perfumes, tingia o cabelo e pintava os olhos.  
A sua imagem constava inicialmente no escudo das suas tropas, mas, posteriormente, foi proibida qualquer representação do seu rosto.
Era de temperamento sábio, embora impressionável, inquieto, nervoso e frequentemente colérico. Embora com particular sentido de humor, nunca se ria em público, mantendo uma impassível dignidade. Era vaidoso e imensamente orgulhoso. Sofria de epilepsia.



Sabe-se que Jesus gostava da discussão, de comer, da companhia das mulheres. Mas Jesus não tem rosto e nenhuma memória do seu aspecto ficou registada. Ninguém sabe se era alto ou baixo, moreno ou loiro, gordo ou magro, belo ou feio. Durante séculos, milhares de pintores deram dele inúmeras representações que nos dão a ilusão de o terem visto. 
O “sudário“ de Turim deu uma  fascinante, mas falsa imagem de Jesus. Revelado por uma fotografia de 1898, a sua datação pelo carbono 14, feita a pedido do Vaticano, apenas confirmou o que já se sabia desde o final do século XIV por dois bispos de Troyes, região onde apareceu: data do periodo de 1260-1390 e não dos anos 30 da nossa era.